Como escolher um Plano de Previdência Privada?
03/11/2021   / admcamedcorretora A+ A-

Com as últimas mudanças e reformas na previdência, tem ficado cada vez mais difícil para o brasileiro contar apenas com a verba pública para garantir uma aposentadoria confortável.

Pensando nisso, muitas pessoas estão considerando adquirir um plano de Previdência Privada como alternativa de renda futura. Mas você sabe como esse investimento funciona e como escolher o melhor tipo? Leia o artigo e saiba mais.

O que é a Previdência Privada?

A Previdência Privada é um tipo de investimento de longo prazo. Normalmente, o benefício é utilizado como complemento à aposentadoria do INSS ou para objetivos financeiros superiores a 10 anos.

A Previdência Social é uma contribuição obrigatória feita pelo trabalhador formal contratado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que não tem controle sobre seus valores.

Já a Previdência Privada é opcional, com a variação do valor a ser recebido a depender do montante aplicado e do investimento escolhido. Além disso, o investidor tem a opção de desistir do plano, recuperando assim todo o dinheiro, ou ainda determinar quanto e quando usá-lo.

Tipos de Previdência Privada

Ao optar por investir na Previdência Privada, você irá se deparar com três modelos existentes. Por isso, é necessário escolher aquele que se adequa melhor ao seu estilo de vida e perfil de investidor. Veja as principais características de cada um:

PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres)

Este modelo costuma ser contratado por pessoas que já fazem declaração do Imposto de Renda e são contribuintes do INSS. Sua grande vantagem está em reduzir em até 12% a renda bruta tributável compensável do ano e, por esse motivo, garantir uma restituição mais generosa do imposto.

Ao utilizar essa diferença para aplicar no plano de previdência, você consegue acumular um valor maior ao longo da vida. Por outro lado, na hora de resgatar os recursos do plano, o Imposto de Renda incidirá sobre o valor total (capital investido + rendimentos).

VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) 

O modelo VGBL é indicado para aqueles que não declaram o Imposto de Renda ou fazem a declaração simplificada, pois não inclui o mesmo benefício fiscal dos planos PGBL.

Neste plano, o cálculo do imposto incide somente sobre os rendimentos acumulados no período. Dessa maneira, na hora do resgate, todo o valor contribuído ao longo dos anos fica de fora do valor descontado.

Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou fundo de pensão

Ao contrário dos modelos anteriores, este não é um modelo de Previdência Privada aberta. O Fapi, ou fundo de pensão, é destinado apenas aos colaboradores de uma determinada empresa. 

Essa opção possui as mesmas vantagens de dedução no imposto de renda que o plano PGBL, porém só pode ser aderido com autorização da empresa que cria o fundo. É necessário verificar se o seu local de trabalho possui essa modalidade.

Taxas da Previdência Privada

Como qualquer tipo de investimento, a Previdência Privada possui taxas a serem cobradas, a depender da seguradora. A mais comum é a de administração, que remunera a pessoa responsável pelo gerenciamento do patrimônio, levando em conta a complexidade do trabalho realizado.

A taxa de carregamento, chamada também de taxa de entrada, saída ou híbrida, é feita para cobrir despesas e gestão dos fundos. A cada aporte ou resgate realizado, essa tarifa é cobrada, fazendo o dinheiro se desvalorizar logo na aplicação. Por isso, fuja desse custo.

Outra tarifa que você pode encontrar na Previdência Privada é a taxa de performance. Ela diz respeito à rentabilidade que ultrapassa o benchmark (CDI, Ibovespa, IBRX, etc.). Por exemplo, se o Ibovespa subir 10% e o fundo de Previdência subir 15%, o investidor paga 20% do excedente.

Tributação, rentabilidade e resgate

Uma informação importante nos planos de Previdência Privada é o tempo necessário para pedir o resgate do dinheiro. O período de carência costuma ser de 60 dias, com opção de retirar todo o valor ou só uma parcela da reserva, o que também depende da tributação. 

Outra característica desses planos é que eles estão sujeitos à cobrança do Imposto de Renda sobre a rentabilidade ou sobre o valor total, dependendo do modelo escolhido por você. Dessa forma é possível optar por dois tipos de regimes: 

  • Regime regressivo: o IR varia de 35% a 10%, de acordo com o tempo de aplicação. Isso significa que aqueles que ficam com o investimento aplicado mais tempo pagam menos imposto.
  • Regime progressivo: a retenção pode chegar a 27,5%. Por isso é mais indicado para aqueles que buscam receber a quantia em parcelas ou com um prazo de investimento mais curto.

Agora que você entende melhor sobre os planos de Previdência Privada, já pode escolher o seu. Para isso, entre em contato com a gente. Será um prazer mostrar como cada modelo pode se adequar à sua necessidade.

📲 Fala com a gente: (85) 3305-7901. 



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